ROUGE: entramos no Túnel do Tempo para relembrar a trajetória do grupo

Nesta sexta-feira (01º/02), o grupo Rouge lança Les 5inq, seu primeiro álbum depois do hiato de 14 anos. Após muitos hits, separações, rumores e lançamentos durante 17 anos da formação do grupo, a girl band anuncia nova pausa na formação.

O Túnel do Tempo é o novo quadro da POPLÂNDIA, onde faremos uma viagem para o começo da carreira de artistas que estão lançando um novo trabalho, contando toda sua trajetória até o momento presente. E para estrear esta novidade, nós vamos entrar no Túnel do Tempo e ir até 2002, para conhecer a girl band Rouge! Lissah Martins, Fantine Thó, Karin Hills, Aline Wirley e Luciana Andrade.
Na época, a rede televisa SBT trouxe ao Brasil o Popstars, já famoso por toda a Europa, que tinha o formato de programa de calouros. Ao todo, 30.000 meninas entre 18 e 25 anos de idade se inscreveram, com o sonho de se tornar uma das cinco finalistas: as escolhidas para formar a nova girl band do país. Após muitas etapas eliminatórias, as campeãs foram Lissah Martins, Fanthine Thó, Karin Hills, Aline Wirley e Luciana AndradeConfira abaixo o processo:

Em 2002, as meninas assinaram com a Sony Music e gravaram seu primeiro álbum: Rouge, que vendeu mais de 2 milhões de álbuns no Brasil. Com seu primeiro hit, "Não dá pra Resistir", os executivos do programa e os produtores tinham certeza: Rouge seria um dos maiores sucessos do mercado musical brasileiro. Logo depois, lançaram o hino atemporal, "Ragatanga", que permaneceu em 1º lugar nas paradas de sucesso brasileiras por FUC**NG 11 SEMANAS.  E claro, "Beijo Molhado" ajudou o grupo a ser denominado Fenômeno Nacional, fazendo as meninas serem chamadas de "Spice Girls brasileiras". Seu primeiro álbum tem 14 faixas, sendo maioria de autoria do produtor Rick Bonadio. Uma das faixas, "Nunca Deixe de Sonhar", conta com a participação da banda KLB. No mesmo ano, a girl band lançou um álbum remix intitulado Rouge Remixes.

Em 2003, o segundo álbum de estúdio do Rouge era lançado: C'est la Vie. Com uma mistura de batidas adocicadas com o pop, foram divulgados os singles "Brilha la Luna", "Vem Cair na Zueira" e "C'est La Vie".  O álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias. Segundo as integrantes, o álbum Rouge já estava todo pronto para gravação, já em seu segundo álbum de estúdio, as meninas participaram de todo o processo de criação. Um exemplo é a música "Um Anjo Veio Me Falar", que foi composta inteiramente pelas mesmas.

Este processo incluía também uma mudança no visual das meninas, como cabelo, maquiagem e roupas, que passaram a ser mais modernas e com visual mais sexualizado.
Nosso visual está mais forte e nos faz parecer guerreiras.
Em fevereiro de 2004, Luciana Andrade anunciou sua saída do grupo, por não se adaptar ao estilo de música e apresentação que estavam realizando, alegando que tentaria algo no folk ou rock. Na mesma época, sugiram rumores que as integrantes estariam recebendo apenas R$500,00 por show, sendo a quantia restante ficando para os empresários. As outras integrantes comentaram que a saída de Luciana gerou efeito positivo, pois as fez refletir sobre os rumos que suas carreiras estavam tomando.

Já em 2004, Rouge lançava seu terceiro álbum de estúdio, Blá Blá Blá, marcado com um pop mais agressivo, emplacando hits como "Blá Blá Blá", "Vem Dançar" e "Sem Você". O disco contém uma faixa multimídia para computador, inspirada nos discos do grupo Vengaboys, que assim que é executada, abre jogos com as integrantes da girl band. No mesmo ano, o grupo recebeu o Prêmio de Melhor Banda pela Academia Brasileira de Letras. Em 2005, foi lançado o disco Mil e Uma Noites, com uma sonoridade oriental e apenas 6 músicas, sendo "Vem, Habib" e "O Amor é Ilusão" sucessos do verão, fazendo o álbum ganhar certificado de Disco de Ouro, vendendo 50 mil cópias.
Em 2006, com o fim do contrato com a Sony Music, a banda anuncia a separação, fazendo as garotas seguirem cada uma com caminhos diferentes, mas continuando com a música. E em 2012, a campanha Queremos Rouge DVD 10 Anos, no Facebook, tinha como objetivo reunir as garotas para lançar um DVD em comemoração aos seus 10 anos de existência, além de uma nova turnê. Fantine ficou sabendo da campanha, declarando que seria a favor de reunião, mas não como antigamente:
Eu sou a favor de um CD, com show e gravação de DVD. Com todas as 5 integrantes. Não existe integrante principal, mais isso, mais aquilo, somos todas cantoras, artistas e em primeiro lugar indivíduos. Temos uma vontade em comum. Eu não quero resgatar músicas dançantes, não combina mais, minha ideia é algo mais acústico. O Rouge sempre foi novidade e originalidade. E por isso deu tão certo. Não poderia ser diferente agora.
Karin Hills também prestou declaração sobre a ideia, porém, negando a volta:
Não vou negar que toda essa comoção dá uma mexida na gente. Não para começar de novo, mas para terminar de maneira bonita essa nossa história.
Chegando a hora de Luciana se declarar, a mesma concordou com as outras meninas, alegando que gostaria de uma volta, mas não aceitaria reviver as músicas antigas com o estilo de coreografias que usavam no passado:
Eu gostaria de reencontrar as meninas, cantar uma música nova ou gravar a versão da Shakira que escrevemos juntas, acho uma excelente ideia fazer algo único e novo. Eu me sentiria desconfortável cantando e dançando aquelas músicas hoje. Eu acho que no fundo os fãs só querem nos ver juntas novamente, independente do que cantemos.
Durante a época, várias mídias, como a Revista Caras, informavam que o grupo estaria em reuniões secretas, buscando um novo retorno, mesmo sem Luciana. Foi então que em 8 de abril de 2013, em um episódio do programa Fábrica de Estrelas, é lançado o single "Tudo é Rouge", e no próximo dia 22, foi vez de "Tudo Outra Vez", os dois produzidos por Rick Bonadio. Porém, infelizmente, o grupo não se consolidou. Em suas redes sociais, no dia 10 de julho, Fantine se pronunciou, informando que a banda sofria processos burocráticos para a volta:
Eu falo francamente que tô bem de saco cheio de esperar, são 3 anos de suspense e expectativa (...) Não entendo esse povo ganancioso que se perde na grana e no poder e só atrapalha o desenvolvimento de coisas bonitas.
Em 30 de março de 2014, um ano após a ideia original de retornar, Aline, Karin, Fantine e Patricia liberaram uma carta ao público explicando as dificuldades de conseguir concretizar o projeto. Dentre os motivos, explicavam que não conseguiam autorização para voltar a usar o nome "Rouge", e os investidores só tinham olhos para a Copa do Mundo.
Passamos por muitas burocracias (...) porém, infelizmente muita coisa inviabilizou que o projeto ocorresse esse ano. O projeto Rouge continua tendo continuidade, junto com as reuniões, negociações e afins (...) Optamos por adiar o projeto um pouco mais, para fazer algo maior e melhor do que poderíamos fazer no momento, se quiséssemos ainda assim nadar contra a maré. Não queremos fazer um show qualquer para nosso público.

Em agosto de 2017 o perfil oficial da festa Chá da Alice publicou um banner com a escrita: "Se juntas já causam, imagina juntas.". A publicação causou o maior alvoroço entre os fãs, especulando uma possível festa com participação do grupo. Em 12 de setembro, o perfil divulgou um imagem rosa e com glitter, fazendo alusão à capa do primeiro CD e prometendo um pronunciamento oficial no dia seguinte. E assim se fez. Finalmente, depois de 14 anos de separação, foi anunciada a volta do Rouge, com a formação original, ou seja, Lu Andrade estava de volta!

No dia 14 de setembro os ingressos foram colocados a venda, e em menos de um minuto, todos as 5 mil entradas se esgotaram. Porém, como houve erros com as compras, ainda foi possível adquirir novos ingressos. Depois de 3 horas, a Chá de Alice divulgou que estava marcado um show extra no dia seguinte. Os shows repercutiram e tiveram uma exposição tão intensa, que o grupo anunciou nova turnê pelas principais capitais do Brasil.

No primeiro show, em São Paulo, os 7.000 ingressos se esgotaram em minutos, e no Rio de Janeiro, em três horas. O site responsável pela compra dos ingressos não suportou tamanha procura e ficou fora do ar durante alguns minutos. Segundo a empresa responsável, cerca de 240.000 pessoas acessaram o site ao mesmo tempo.

Em outubro de 2017, foi confirmado que o Rouge havia retornado de maneira definitiva, com o single “Bailando”, com previsão de lançamento para janeiro de 2018. Em 29 de novembro, o grupo assinou novamente com a Sony Music Brasil e em 1 de dezembro de 2017 toda sua discografia foi disponibilizada para venda e streaming nas plataformas digitais. Após a liberação nas plataformas digitais os quatro álbuns alcançaram o Top 10 do iTunes brasileiro e sete músicas o Top 100 de singles, além de sete músicas entrarem no Top 200 do Spotify Brasil. Em abril de 2018, o grupo entrou em estúdio para gravar novas canções. 
A gente está gravando várias músicas, todas bem diferentes umas das outras. Depois a gente vai fazer uma audição com o pessoal da Sony para escolher qual vai ser o primeiro, qual vai ser o segundo… Enfim, definir qual será a maior estratégia para o lançamento. (...) Muita coisa já foi dita neste trabalho, mas tem muita coisa mais para dizer. Vocês já esperaram doze anos, então não vão se arrepender.

Em 31 de agosto de 2018, o single "Dona da Minha Vida" foi lançado, e em 6 de setembro o grupo anunciou seu novo EP, intitulado "5", como referência ao quinto álbum, pela formação original de 5 integrantes, e por possuir 5 músicas.

Com seu novo álbum a caminho, Les 5inq, Rouge anunciou novo hiato na carreira, onde buscam seguir novamente novos caminhos.
Preparamos com muito carinho esse material, com objetivo de honrar o crescimento do nosso fandom e a nossa musicalidade, que se desenvolveu muito de lá pra cá e que fizemos questão de compartilhar. Entre romantismo e faixas dançantes, as canções do projeto levam com elas nossa arte, palavras, gratidão e amor. Este Álbum é uma vitória e só temos o que celebrar. Inclusive, ‘Les 5inq’ é um trabalho diferente de todos, pois pela primeira vez cada uma tem a ‘sua’ música. Cada uma no seu estilo.
É hora de sair do Túnel do Tempo e voltar para hoje! Com o Les 5inq lançado, podemos ver claramente a personalidade de cada uma nas músicas solo. Karin Hills deixa bem claro que seu "Não é Não". Aline mostra sua suavidade e ritmo com "Juntinho". Li Martins, com seu estilo urbano, apresenta "Good Vibes". Lu Andrade mostra seu empoderamento em "Sou Mais Eu", e para finalizar, Fantine Thó deseja mostrar seu lado romântico em "Como se Fosse a Primeira Vez". As outras 5 músicas do álbum são do EP 5. Na última segunda-feira (04/02), o grupo lançou uma sessão acústica com uma seleção de 5 músicas que marcaram a história da girl band, deixando ao fim uma mensagem de despedida, falando que o Rouge foi eternizado por seus fãs.

Confira abaixo a evolução da Girl Band Rouge, desde "Não Dá Pra Resistir", em 2002, até "Bailando", em 2018.



E aí? Chateado com a nova separação desse grupo que passou por muita evolução musical, desde sua formação? Quem sabe, após ainda mais crescimento musical, elas voltam novamente? Infelizmente nosso Túnel do Tempo não vai para o futuro ainda, só ficando ligadinho para saber! Enquanto esta volta não chega, conta aí pra gente qual é o seu sucesso favorito do Rouge!
ROUGE: entramos no Túnel do Tempo para relembrar a trajetória do grupo ROUGE: entramos no Túnel do Tempo para relembrar a trajetória do grupo Reviewed by Gui Peroni on segunda-feira, fevereiro 18, 2019 Rating: 5