Minha farofa está morta, tens o que é preciso pro meu álbum conceitual?


O termo “música pop” está presente nas nossas vidas a mais tempo do que muitos imaginam. Ele surgiu lá nos anos de 1950 nos Estados Unidos e Reino Unido e significa música com forte apelo popular e comercial. Nomes como The Beatles e ABBA já faziam música pop, onde tinham influencias do Rock, Dance, Jazz, mostrando que a música pop é um ritmo eclético e que incorpora muito bem outros ritmos.

Já na década de 1980, com a popularização da TV, canais como a MTV favoreceram artistas como Madonna e Michael Jackson, pelo seu forte apelo visual e os tornaram ícones da música mundial, sendo considerados rei e rainha do pop. O Europop também cresceu na mesma proporção. Nomes como Roxette e Kylie Minogue dominavam o cenário europeu daquela mesma época.

A partir da década de 1990, nomes nome Britney Spears, Beyoncé e Christina Aguilera surgiam com refrões chicletes e músicas com coreografias super marcadas, conquistando os jovens por todo o mundo. As girlbands e boybands também faziam um enorme sucesso com o público juvenil.

Mais tarde nomes como Katy Perry, Lady Gaga e Rihanna, com muitas influências daquela geração anterior, faziam música chicletes que tocavam nas baladas e faziam um enorme sucesso nas paradas musicais. O período entre 2008 e 2010 é considerado por muitos fãs de música pop como o melhor momento em anos da cultura pop, resgatando o que Madonna e Michael Jackson propuseram lá na década de 1980.

Porém a música pop perdeu força, os modos de consumir música mudaram e esses artistas precisaram se reinventar para continuar a fazer música. Foi quando começou a surgir o chamado pop conceitual, onde os refrões chicletes deram lugar para músicas com conteúdo mais pessoal, e que também levantam bandeiras de causas políticas e sociais.

Em 2013, Beyoncé lançou de surpresa seu álbum homônimo e mudou a forma de se lançar álbuns, e popularizou o conceito de álbuns visual. Era um novo respiro para a música pop que precisava se reformular. Logo depois, muitos artistas seguiram essa nova tendência de se fazer música. Beyoncé com “Lemonade”, Rihanna com “ANTI”, Lady Gaga com “ARTPOP”, Katy Perry com “Wit­­ness”, todos esses artistas dispensaram as antigas fórmulas que os colocaram em ascenção para utilizar narrativas mais pessoais, mesmo que com isso perdessem o apelo comercial. ­

Não dá para se dizer o que é certo e o que é errado, o que faz sucesso ou o que não faz. Música não é necessariamente apenas lucro, e sim uma forma de arte onde os artistas precisam ser livres para expressarem seus sentimentos.

Vicent Van Gogh, por exemplo, um dos maiores gênios da arte, durante toda sua vida só vendeu apenas um quadro e morreu pobre. E hoje em dia suas pinturas são valiosíssimas. O mesmo vale para a música, que não precisa ser a mais vendida para ter sua qualidade comprovada.

Nós como fãs de música pop devemos consumir música de forma consciente e saber que para aquela música estar ali tocando, muitos artistas, às vezes desacreditados pelas gravadoras e rejeitados por investidores, fizeram de tudo para que o seu trabalho mais pessoal fosse reconhecido. O que não é sucesso nas paradas não é menor do que é. No final, tudo é arte! 💜


Minha farofa está morta, tens o que é preciso pro meu álbum conceitual? Minha farofa está morta, tens o que é preciso pro meu álbum conceitual? Reviewed by Bernardo Torres on sábado, janeiro 06, 2018 Rating: 5