Muito além de 'Pull Up to the Bumper'


Veja nossas resenhas anteriores desta artista:
Hurricane (2008)

Grace Jones é uma das figuras mais icônicas da cultura pop entre os anos 70 e 80. Nascida na Jamaica em 19 de Maio de 1948 e radicada nos Estados Unidos, Grace se tornou atriz e modelo de sucesso nas passarelas de Nova York e Paris, logo iniciando no mundo musical através de uma bem-sucedida fase disco, além de numerosos covers fantásticosVivendo em meio a artistas como Andy WarholJean-Michel Basquiat Jean Paul Goude, a cantora, uma das pioneiras do visual andrógino,  não demorou a incorporar em seu trabalho tamanho background artístico, servindo de inspiração para gigantes musicais como Lady Gaga, Beyoncé Madonna.


Por ter uma obra com tanto refinamento e bagagem artística, a POPlânda escolheu sete faixas dessa verdadeira deusa da música para você conhecer ou redescobrir o seu trabalho.

1. La Vie En Rose (Portfolio, 1977)
Essa música, cantada originalmente pela lendária Edith Piath, é um dos maiores hinos da história da música, tendo se tornado símbolo do amor e da França, regravada por ícones como Madonna, Donna Summer e claro, Grace Jones.

O primeiro grande hit da carreira de Grace, essa versão é mais longa que a original, além de ter uma tendência muito grande à bossa nova e ser bilíngue, cantada em inglês e em francês. Os adornos vocais que a cantora usa durante a música são dignos de nota também.


2. Love Is The Drug (Warm Leatherette, 1980)
Cover de uma música da banda Roxy Music, o segundo single de 'Warm Leatherette' é uma música grandiosa. Apesar de durar mais de sete minutos na versão do álbum, a canção foi promovida através de uma versão mais curta, de menos de quatro minutos. É uma faixa do mais elegante soft rock, onde baixo e teclado se juntam à bateria e à guitarra. 

Seu clipe é um dos exemplos do contato entre música e artes plásticas desenvolvido no trabalho da cantora, cheio de colagens e reinterpretaçãoes da figura da própria Grace.


3. Private Life (Warm Leatherette, 1980)
O terceiro single deste álbum é um cover da banda de rock The Pretenders, essa faixa lida com as críticas da mídia e a exposição absurda que os famosos sofrem, ao ponto de perderem sua privacidade. Nessa versão, Grace acrescentou melodia reggae à batida soft rock original, além de praticamente recitar a letra, o que deixa a mensagem bem marcada.


4. Walking In The Rain (Nightclubbing, 1981)
Faixa presente no mais aclamado álbum de Grace, o mesmo que nós dá 'Pull Up to the Bumper', essa música usa elementos de new wave e post punk em uma melodia calma e letra quase recitada para falar sobre sua imagem andrógina, tomando para si aspectos tanto masculinos quanto femininos, além de retrucar quem a condena por seu estilo. 


5. Slave to the Rhythm (Slave to the Rhythm, 1985)
Uma das canções mais famosas de Grace, 'Slave to the Rhyhtm' é genial. Ela traça um paralelo entre os tempos de escravidão e a forma com que a indústria fonográfica manipula e abusa dos artistas. No entanto, a melodia, composta de funk e R'n'B, é divina e seu clipe então, a exemplo de 'Love is the Drug', é extremamente artística e simbólica.


6. I'm Not Perfect (But I'm Perfet For You) (Inside Story, 1986)
Incorporando elementos do soul e do R'n'B, formando uma melodia maravilhosamente nostálgica. Esta é uma canção de amor com a letra um pouco genérica, mas não necessariamente ruim. Seja como for, o clipe brinca com a arte do álbum e mostra a nata da arte e da moda nos anos oitenta, trazendo artistas amigos pessoais de Grace, como Keith Haring, Basquiat e Warhol.


7. William's Blood (Hurricane, 2008)
Canção de um álbum que quebrou um hiato de 19 anos na carreira de Grace, 'William's Blood' conta basicamente a história da família da cantora, focando no fato dela ter tomado a direção musical de sua mãe ao invés de ter acatado as ordens de seu pai, pastor e bastante autoritário. A melodia mescla R'n'B e soul, com uma forte influência gospel. Perto do fim, ouve-se uma gravação da mãe de Grace, Marjorie, cantado o hino gospel 'Amazing Grace' na igreja. O clipe consiste em cenas de uma apresentação ao vivo.


Muito além de 'Pull Up to the Bumper' Muito além de 'Pull Up to the Bumper' Reviewed by Wilson Barroso on quinta-feira, dezembro 28, 2017 Rating: 5