Muito além de 'How to Be a Heartbreaker'


Muito antes das novas regras de Dua Lipa, uma cantora galesa de ascendência grega conhecida como Marina and the Diamonds já estabelecia suas regras. Tendo começado com alguns EPs disponibilizados online, hoje Marina já tem três álbuns de estúdio oficiais e uma legião de fãs fieis, arrebanhados por sua voz grave e sedutora.

Mas além deste hit, Marina tem muitas outras canções maravilhosas, mostrando uma grande versatilidade para uma discografia ainda tão curta. A POPlândia escolheu sete faixas para tornar Marina and the Diamonds a joia da coroa das suas playlists.

1. I Am Not a Robot (The Family Jewels, 2010)
Às vezes as pessoas precisam levar uma bronca para saírem de situações perigosas, e nesse caso, Marina está se dando um toque, tentando abstrair de seu paralisante medo de falhar. O começo da canção tem a batida bem marcada no piano, e aos poucos vai recebendo melodias de outros instrumentos, como violoncelo e violino.


2. Shampain (The Family Jewels, 2010)
O último single da era fala sobre o lado deprimente de ficar bêbado e as consequências ruins que apagam a diversão da noite anterior, algo parecido com o que Lorde faria em 2017 em Melodrama. A música é bem mais animada do que 'I Am Not a Robot', mergulhando em um synthpop maravilhoso, que traz alguns elementos do rock, como baixo e bateria.



3. Primadonna (Electra Heart, 2012)
O nome dessa música vem do termo prima donna, um jargão da música erudita que denomina a cantora líder em uma companhia ou peça de ópera. Isso resume bem as intenções do eu-lírico, uma garota ambiciona e exigente, que não liga para o amor e só quer ser adorada, algo como uma material girl do século XXI. A música começa delicada e bastante acústica, mas logo os sintetizadores aparecem para tomar a liderança da melodia, que é de um electropop maravilhoso.


4. Power & Control (Electra Heart, 2012)
Um pouco mais lenta, essa faixa não chega a ser uma balada, porque o piano é superado por sintetizadores, que às vezes até mesmo tornam difícil escutar a voz grave de Marina. A música fala sobre disputas de poder em um relacionamento. (Quem nunca esteve com aquela pessoa que queria dominar sua vida?)


5. Living Dead (Electra Heart, 2012)
Em um álbum que trata do amor em tantos aspectos, obviamente teria uma faixa que fala sobre o amor que simplesmente não funciona. E é esse o caso, aqui Marina compara esse tipo de relacionamento com ser uma morta-viva, sem perspectiva de mudança. Já a melodia é maravilhosa, com sintetizadores ásperos bem escolhidos, distorções vocais e refrão grudento.


6. Froot (Froot, 2015)
'Froot' é uma faixa muito incomum, escolha corajosa para abrir a promoção do terceiro álbum de Marina. É uma canção synthpop com elementos disco, onde os sintetizadores são atenuados por guitarra e baixo. A letra fala sobre amor e sexo, com várias metáforas relacionadas a frutas e colheita. O clipe da faixa é uma maravilha por si só, muito glamuroso e dotado de um filtro muito elegante.


7. I'm a Ruin (Froot, 2015)
O terceiro single do álbum é uma faixa muito mais acústica do que 'Froot'. É uma balada synthpop, onde os sintetizadores não escondem o baixo e a percussão da melodia. A letra lida com a sensação de culpa ao terminar um relacionamento, onde o eu-lírico lida com todas os sentimentos ruins que isso causou à outra pessoa. O clipe é simples e elegante, e é um tributo ao icônico clipe de 'Frozen', de Madonna, de acordo com a própria Marina.

Muito além de 'How to Be a Heartbreaker' Muito além de 'How to Be a Heartbreaker' Reviewed by Wilson Barroso on sexta-feira, novembro 24, 2017 Rating: 5