POPlândia entrevista: Deborah Blando, a primeira grande estrela pop do Brasil!

Deborah Blando é indiscutivelmente a maior estrela da música pop no Brasil de todos os tempos. Com mais de sete milhões de discos vendidos internacionalmente, a cantora que já teve parceria com o empresário americano David Wolff (mesmo empresário da Cyndi Lauper), já assinou contrato com a Sony americana, emplacou um single no Hot Clube Play Song da Billboard que também foi tema do comercial de refrigerantes da Coca-Cola nos Estados Unidos e teve uma das suas baladas no top 20 das principais rádios europeias, fala com exclusividade para a POPlândia sobre a sua carreira e saudades, além de uma breve análise de cinco canções de artistas internacionais como Christina Aguilera e Mariah Carey, lançadas em 2013.
Extremamente sincera, a cantora não poupa sua opinião independente do tema e fala abertamente sobre a questão das “rivalidades” entre artistas femininas da música. Confira a nossa entrevista com ela na íntegra:


Em sua opinião, qual foi o seu grande momento? Aquele em que você se deu conta de que realmente havia chegado longe?
Quando eu fui fazer o vídeo “Decadence Avec Elegance” em Recife, na Praia da Boa Viagem. A polícia não esperava oitenta mil pessoas, tivemos problemas de segurança. Mas, ali eu vi que a coisa era maior do que eu havia imaginado.
Em relação a sua carreira, de qual período você mais sente saudade?
Sinto saudades do período de 1997, onde eu fiz 180 shows em um ano, e todas as músicas eram cantadas por plateias de até 200 mil pessoas.
2013 foi um ano tenso em relação às políticas sociais no Brasil. Nós temos visto a ascensão da bancada evangélica e os seus projetos que tentam barrar o avanço dos direitos femininos em relação ao aborto e também o casamento homoafetivo. O que você pensa de nomes como Silas Malafaia e Marcos Feliciano?
Penso que são pessoas que precisam fazer um bom tratamento com psicanalista e psicólogo, e que nunca deviam ter recebido o direito de falar publicamente.
Sabemos que o mundo do entretenimento tem os seus podres. Principalmente no Brasil onde essa cultura não é muito forte e há meio mundo de gente querendo se dar bem a qualquer custo. Em algum momento você chegou a pensar em desistir de vez e seguir a sua vida de forma mais calma?
Sim, concordo, justamente por isso que eu parei durante oito anos. Só voltei porque eu gosto muito de cantar e compor, e os fãs fizeram pedidos diários durante todos esses anos, nunca pararam de pedir.
Após todos esses anos, obviamente você encontrou um mercado fonográfico totalmente diferente. Você acha que essa proximidade com o público que a internet proporciona hoje facilita mais o trabalho do artista?
No sentido mais pessoal onde à gente pode ter mais proximidade com o fã, sim, não tenha dúvidas, eu curto bastante essa proximidade com as pessoas.
Sabe-se que o disco “Unicamente” havia sido produzido para o mercado de língua inglesa. Você decidiu redirecioná-lo para o público brasileiro quase que no segundo tempo. O que a levou a tomar essa decisão?
O  que me levou a tomar essa decisão foi que o meu sobrinho Geanluca foi diagnosticado com leucemia. Eu e o David Wolff fizemos uma reunião com a Atlantic Records, e pedi para que eles me liberassem do contrato, porque eu queria lançar o cd no Brasil, ao lado do meu sobrinho e da minha irmã. Eu não me vi longe deles, por isso lancei o Unicamente no Brasil e gravei a maioria dos vocais em Português.
A Deborah de hoje faria isso da mesma forma ou focaria mais no mercado internacional?
Eu faria exatamente igual, não deixaria de estar ao lado da minha família.
Você esteve no mercado fonográfico americano, o olho do furacão. Nós já estamos acostumados com a mídia alimentando rixas, especialmente entre artistas femininas. Isso vai além da mídia e realmente chega a essas artistas? Você acredita que elas realmente rivalizam entre si ou não passa de sensacionalismo? Você já presenciou algo do tipo?
Acredito que algumas devem ser verdade. Não sei… Mas… Eu senti muito mais rixas no Brasil, entre as cantoras, do que entre as americanas que pelo menos são mais educadas.
Diz pra gente, cinco músicas que de certa forma nunca saíram da sua playlist.
“Sweet Child O’ Mine”, “Give in to me” e “Just The Way You Are”.
Qual o seu disco pop favorito?
O primeiro do Bruno Mars.
Selecionamos cinco singles lançados em 2013 e gostaríamos de saber a sua opinião sobre eles.
1 – A Great Big World feat. Christina Aguilera – Say Something:
Fazia tempo que eu não via algo tão lindo. Se isso não é arte, então eu não sei o que é! Me tocou a alma profundamente. Agradeço a POPlândia por ter me mostrado esse vídeo.
2  – Lady Gaga – Applause:
Para variar, a camaleoa é incrível, ela canta muito, a música é boa, uma das melhores artistas que apareceram nos últimos tempos, na minha opinião.
3 – Miley Cyrus – Wrecking Ball: 
Acho que essa menina é muito talentosa, não precisava apelar para a vulgaridade. Ela é linda, canta muito bem. Mas, na minha opinião, os seus gestos vulgares são desnecessários.
4 – Mariah Carey – Beautiful:
São muitas caras e bocas, não precisava, não consegui ver o vídeo até o final…
5 – Katy Perry – Roar:
Vídeo lindo, e com bom senso de humor, ela é maravilhosa.

POPlândia entrevista: Deborah Blando, a primeira grande estrela pop do Brasil! POPlândia entrevista: Deborah Blando, a primeira grande estrela pop do Brasil! Reviewed by Pedro Santos on sábado, fevereiro 01, 2014 Rating: 5